Principal

::: Inventário :::

   
Histórico do Desenvolvimento Urbano de Valença

O território que constitui hoje o município de Valença levaria trezentos anos, após o descobrimento do Brasil, para ser ocupado e colonizado pelos portugueses que aí se estabeleceram com a finalidade de catequizar índios de diversas tribos habitantes dessas terras situadas entre dois importantes rios: o Preto e o Paraíba do Sul. Primitivamente coberto por exuberante floresta – A Mata Atlântica, com uma topografia constituída de “Mar de Morros”, ricamente irrigada por pequenos rios, córregos, riachos, ribeirões, todos afluentes dos dois rios, e localizada entre as Minas Gerais e a nova capital da Colônia, seria em poucas décadas um dos municípios mais prósperos e ricos do Brasil Império juntamente com outros do Vale do Paraíba, sustentáculo do Império no Ciclo do Café.

Sua sede, a princípio uma simples aldeia indígena dos Índios Coroados de Valença, logo se transformaria em Freguesia, em pouco mais de dez anos em Vila e cinco décadas após a primeira missa, elevada a categoria de Cidade. Era Valença importante centro urbano da Velha Província atraindo investidores de diversos lugares.

Entroncamento de estradas, que da corte partiam para o interior do Brasil, Valença com o advento das ferrovias seria uma das primeiras cidades do pais a ouvir o tão sonhado apito de uma locomotiva, chegando ao final do Império a ter seu território cortado por quatro ferrovias, que percorriam as terras cobertas por extensos cafezais.

Com a chegada da República e da abolição da escravidão, Valença entra em decadência não conseguindo disputar o mercado internacional com o café do oeste paulista cultivado por imigrantes europeus e com maior produtividade em função de terras virgens.

O africano escravizado, principal personagem desta história estava agora entregue a própria sorte e Valença município cafezista cujas estatísticas o apontavam como o primeiro em número de escravos sofreria sérias conseqüências, vivenciando o último decênio do século XIX em total decadência, sem os barões do café e suas riquezas e com as belas sedes apalacetadas de suas fazendas e o comércio de sua sede em ruínas.

Em 1906, instala-se em Valença a primeira fábrica de tecidos seguida de mais duas – 1913 e 1914. A estrada de ferro União Valenciana é encampada pela Estrada de Ferro Central do Brasil, montando importante parque industrial ferroviário. Valença então ressurge, seu comércio toma novo impulso, os velhos cafezais vão sendo aos poucos ocupados pelo gado vacum e o Município torna-se importante bacia leiteira, sendo pioneiro no Estado na instalação do cooperativismo de laticínio.

Na década de 1920 Valença torna-se sede de bispado e em conseqüência importante centro educacional. Os anos vão passando, novas industrias se estabelecem e o rodoviarismo erradica os trilhos ferroviários. Logo após a cidade torna-se um centro universitário, na segunda metade da década de 1960.

O passado de riquezas deixou indelével na paisagem valenciana um patrimônio arquitetônico e cultural muito ricos: igrejas, fábricas, casas, prédios públicos, praças, a folia de reis, as danças e religiões afros, a culinária, as festas religiosas entre outros.

Em um passeio pela Rua dos Mineiros, Jardim de Baixo, Jardim de Cima, Jardim da Estação, e todo o centro da cidade fazemos uma viagem no tempo, pois são locais que marcam a história e juntamente com o Museu de Arte Sacra, o Museu da Santa de Misericórdia e a Casa Lea Pentagna são exemplos vivos de como se pode preservar a memória e nesse sentido se reconhecer um processo vivo e concreto. Uma sociedade sem memória não consegue construir sua identidade cultural e nem despertar a participação de seus cidadãos, sujeitos obrigatórios do desenvolvimento.
Antonio Carlos de oliveira Lima
Texto extraído do Inventário dos Bens culturais Imóveis de Valença
OBS: O download das fichas pode demorar devido ao tamanho dos arquivos. Problemas com a visualização          entre em contato com o CEPDV.
Inventário dos Bens culturais Imóveis de Valença
 ◊ Aldeia    ◊ República
  Catedral
 • Escola
 • Antiga Câmara
 • Santa Casa
 • Chácara Machado
 • Beco da Glória
 
 • Centro Espírita de Valença
 • Pavilhão Leoni
 • Benjamin Guimarães
 • Escola Normal
 • Casa Léa Pentagna
 • Igreja do Rosário
 • Igreja Presbiteriana
 • Cine Glória
 • Rodoviária
 • Bramil
 • Ceprova
 • Hotel Valenciano
 • Colégio São José
 • Fábricas
 • Anexo Instituto
 • Casa do Eng Chefe
 • Associação Balbina Fonseca
 • Prédios da Rua Dr. Souza Nunes
 • Prédios da Rua Benjamin Guimarães
 • Prédios Art-deco
 • Prédios de Balcão
 • Prédios Ecléticos
 • Praça Paulo de Frontim
 • Praça Visconde do Rio Preto
 • Praça XV de Novembro
 • Praça da Bandeira
 • Praça Balbina Fonseca
 • Praça dos Ferroviários
 
 
 
 
 
 ◊ Império
 • Santa Casa
 • Cemitério do Riachuelo
 • Colégio Theodorico Fonseca
 • Câmara Municipal
 • Solar dos Calmon
 • Solar Moreno de Alagao
 • Hotel Vista Alegre
 • Solar dos Nogueira
 • Padaria Pentagna
 • Jorei Center
 • Casarão Antar Fontoura
 • Cadeia Pública
 • Palácio Episcospal
 • Casa Marcio Goulart
 • Casa Carminha Pentagna
 • Restaurante Colonial
 • Casa Cláudio Monteiro
 • Casa dos Farina
 • La Maison
 • Casa ao Lado da Câmara
 • Casa Albino Macedo
 • Casas da Rua Domingos Cosate
 • Paulo Pentagna
 • Solar Nicolau Leoni
 • Casa Leandro Dupre
 • Centro Espírita da Praça Visconde do Rio Preto
 • Casas do Jardim de Cima
 • Chalet dos Tabet
 • Museu Pitaluga
 
     
Principal